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My New Birthday

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Parece que eu comecei o ano olhando pra trás! É que janeiro, para os Alves Passos, é um mês cheio de motivos para comemorar. Já passamos o aniversário de casamento (oba! 7 anos juntos!), na próxima segunda-feira é o meu aniversário de nascimento, e sábado passado foi outro dia especial.

Dia 19 de janeiro de 2003 foi o dia em que eu nasci de novo! Hein?! É, nasci de novo! Quando você ouve pessoas falarem que “nasceram de novo”, geralmente está relacionado a algum acidente que a pessoa sofreu e superou, ou alguma cirurgia grande que a pessoa fez. Mas o meu nascer de novo não tem nada a ver com acidentes nem cirurgias.

O meu novo nascimento surgiu das orações de alguns amigos. Eu não acreditava em Deus, odiava igrejas porque achava que tudo o que todas elas queriam era o nosso dinheiro (eu sei, infelizmente isso é verdade para algumas delas… e eu não concordo com isso). O lugar favorito para beber (muito!) com os amigos era na porta de uma igreja dessas. Eu achava que assim, bebendo em frente à igreja fechada, faria o meu protesto… Mas um desses amigos tinha algo que eu não tinha…

E à medida que nos aproximamos, eu via cada vez mais que ele tinha um conforto, um sei-lá-o-quê que eu não tinha. Lembro de uma conversa em que eu disse “às vezes tenho inveja de você. Eu às vezes sinto falta de ter algo para acreditar”. Parecia que o que ele acreditava o deixava mais confiante, mais forte. E eu parecia forte e confiante quando estava com os meus amigos, mas quando ia pra casa e os confetes acabavam, eu me sentia vazia.

Ele era cristão. E eu tenho certeza que ele não me convidou pra ir à igreja dele porque sabia do nojo que eu tinha a igrejas evangélicas (com todo o meu preconceito, sem não ter nem visitado nenhuma…). Mas ele orava por mim, ele e alguns outros amigos, eles oravam por mim. E um dia, do nada, eu disse pra ele: “Quero ir com você na sua igreja neste domingo!”

Não sei dizer o que me fez tomar essa decisão, o que me fez deixar meu preconceito de lado, mas eu fui. E naquele domingo, Deus falou comigo. Ele primeiro usou o pastor e a mensagem (pregação, sermão, como você preferir) para me tocar, mostrando que Ele me conhece mesmo sem eu nunca ter falado com Ele. Ele me fez, Ele me atraiu até ali, Ele me via chorando em segredo, Ele sabia que a minha “sabedoria, força e extroversão” eram máscaras pra cobrir o meu coração partido e rejeitado. E Ele era o único que podia mudar a minha vida.

Eu só precisava de uma mudança de referenciais. Os que eu tinha (mãe, família, escola, amigos) não estavam de acordo com o que Deus falou. Mas eu poderia tomar o próprio Deus e a sua Palavra como referenciais dali pra frente. A decisão era minha. Ninguém me coagiu, ninguém podia me forçar a nada… era só entre eu e Deus.

Nascer de novo é uma decisão. Jesus explicou para um homem chamado Nicodemos, no capítulo 3 do evangelho de João que quando nascemos, todos nós somos “frutos da carne”, e o que é só carne não pode entrar no Reino dos céus. Precisamos nascer do Espírito para podermos ter acesso a Deus. E nascer do Espírito pode parecer simples, uma oração de confissão, uma mão levantada na igreja, uma lágrima correndo junto a um sorriso, mas envolve uma mudança muito complexa.

Uma mudança de atitude. Eu decidi, ali, naquele dia 19 de janeiro de 2003, que viveria tendo como referencial a palavra de Deus. E dali em diante a minha vida começou a mudar. Muita gente diz que eu perdi muita coisa ao decidir seguir Jesus, minha “fama”, popularidade e alguns amigos que não me aceitaram depois que eu mudei, mas eu ganhei algo que não se pode medir: a vida eterna, o próprio Deus me guiando e cuidando de mim!

Assim, faz 10 anos que eu nasci de novo, não da carne, mas do Espírito de Deus. Agora eu sou nova criação, as coisas velhas passaram, tudo foi feito novo! Glória a Deus, pois Ele é bom demais!

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