Arquivos

A vida com 3

Eu geralmente não toco nesse assunto de número de filhos, porque eu acho que é uma coisa pessoal e é também um assunto delicado, especialmente para pessoas que estão tentando engravidar sem sucesso. Mas outro dia eu li um artigo e me deu uma coceirinha pra comentar aqui. Uma amiga que está grávida do terceiro filho compartilhou no Facebook esse texto: Três filhos? Tá bem na fita, hein? Vale a pena dar uma olhadinha lá antes de terminar de ler aqui.

Eu nunca tinha acessado esse blog e confesso que ainda não li mais nada de lá, mas achei o texto interessante porque nós Alves Passos geralmente encaramos o mesmo tipo de questionamentos. Assim como a Ivna Sá, que escreveu aquele post, eu também fico indecisa entre dar aquela risadinha educada, ou se dou pano pra manga quando as pessoas lançam aquele “família grande, hein?” ou comentam que meu marido deve ganhar muito. No nosso caso também porque só o Esdras trabalha fora, e nós gostamos de viajar (alguém já percebeu?). “O salário aí na Irlanda deve ser muito bom pra vocês viajarem tanto com 3 crianças”. Er… não necessariamente. Como o próprio Esdras diz “Eles não sabem as roupas velhas que a gente usa, não vêem as marmitas que a gente come”.

by Evelyn

Aqui na Irlanda 3 filhos não é uma família grande, é um número bem normal. “Família grande” era a da minha mãe, que eram 6, ou do meu sogro que eram 9. Temos amigos com 4 filhos ou mais, e é normal. Então quando ouvimos o comentário “Você tá com as mãos cheias, hein?”, ele geralmente vem de alguma mulher que já teve os seus, e sabe que realmente dá trabalho cuidar de criança pequena, seja uma, duas, ou seis. Mas sempre tem a pessoa que acha que a gente ganha rios de dinheiro e se acha no direito de fazer piadinha. Então, como é que a gente passeia tanto com 3 crianças pequenas?

A resposta mais simples seria: é uma questão de prioridades. É claro que tem custos que são diferentes aqui na Irlanda e no Brasil. Por exemplo, a escola aqui é pública e muito boa, e eu sei que escola é uma das coisas que pesa na decisão de ter filhos (e quantos ter). Eu sei que a minha mãe abriu mão de muitas coisas pra poder pagar escola particular pra mim. Ainda assim, foi uma questão de prioridades: se a prioridade da minha mãe tivesse sido ter mais dinheiro pra gastar em vez de investir na educação de qualidade, ou se o salário dela não cobrisse mais o custo da escola, eu provavelmente teria ido pra escola pública.

Mas, na real, não existe uma resposta simples. Essas escolhas afetam muitos níveis da vida. Nós não ligamos pra roupa de marca, nem pra quantidade de roupas. Nem pra nós, nem pras crianças, até porque elas nem sabem a diferença! Eu não ligo pra ir no cabeleireiro toda semana (como muitas mulheres aqui fazem), nem faço as unhas fora. Nós raramente comemos em restaurante. Nós temos só um carro (enquanto muitos casais com filhos aqui decide ter 2) e não ligamos pra ter carro do ano. Nós não enchemos nossas filhas de brinquedos nem fazemos festas caras de aniversário (Imagina? 3 festas caras por ano?). Também decidimos não encher as crianças de atividades, até porque elas precisam de tempo pra brincar! E mesmo nas viagens, não ficamos em hotéis 5 estrelas, optamos por acomodação simples, de preferência onde possamos fazer a nossa própria comida e sempre procuramos as passagens mais baratas. E nessas escolhas nós ensinamos pras nossas filhas o valor das coisas, e o valor de estarmos juntos.

Mas outra coisa que a Ivna menciona no post dela é a questão de investir tempo nos filhos. A nossa matemática funciona mais ou menos como a dela: a gente ganha menos dinheiro (eu ainda não voltei da “licença maternidade”), gasta um bocadinho mais (depois do primeiro filho a gente não compra mais tanta roupa, nem berço, nem carrinho, nem muito brinquedo) mas optamos por ter mais tempo pra passar com as meninas. Por um tempo eu escolhi ter menos tempo “livre” (à noite, na verdade) e mais dinheiro, mas estávamos mudando de casa, então tinha um objetivo específico. Claro que eu entendo que muitas famílias não têm essa opção porque as contas têm que ser pagas, e é ainda mais difícil no Brasil, onde a licença maternidade é só de 4 meses e geralmente os avós ainda estão trabalhando também! Estou falando de casos em que se pode escolher entre ter mais dinheiro ou ter mais tempo. E mesmo pras mães que, como eu, optaram por ficar em casa, nem sempre é fácil, mas isso é motivo pra outro texto.

Pra vocês verem como o tempo passado com os filhos é importante: no ano passado, os professores começaram um programa novo na escola das minhas filhas para desenvolver a comunicação oral. Isso mesmo, a fala! Por quê? Por que as crianças, com 4 ou 5 anos chegavam na escola sem conseguir se comunicar, com pouco vocabulário e pouca educação. Então pra eles não fazia sentido introduzir escrita se eles mal conseguiam falar direito! Isso, segundo a escola, é resultado de falta de interação em casa. Não é conversinha de pais no portão, nem post de “verdades alternativas” no Facebook. Foi pesquisa feita pela escola.

Muita gente coloca a culpa na televisão/celular/tablet, mas aqui em casa elas assistem vídeo e jogam no celular, mas não falta conversa, brincadeira e muita risada. Até porque, quando eu estou ocupada cuidando da casa, elas têm uma à outra pra brincar e conversar. Pra nós, passar tempo junto não é cada um no seu aparelho assistindo coisas separadas, nem necessariamente sair pra comer fora com cada uma individualmente. Às vezes a gente sacrifica os nossos seriados pra ver um “My Little Pony” com elas, e saber quais são os personagens que elas curtem, e porque elas gostam deles, ou até discutir o que os personagens fazem de errado. É conversar sobre o dia no caminho de volta da escola, é sentar e ler um livro pra elas (mesmo que elas já tenham lido 100x!).

Às vezes é difícil fechar a matemática financeira mesmo. Minha mãe trabalhou durante toda a minha infância e parte da adolescência (até se aposentar), apertando daqui e dali pra ter sempre comida na mesa, mas ela sempre foi presente e tirava tempo pra passar comigo. Nunca faltou comida na nossa mesa, nem roupa pra vestir, graças a Deus, e também não falta nada pras nossas filhas. Esses anos passam muito rápido. Alguns dias parecem intermináveis, mas os anos passam muito rápido. Logo mais elas estarão pagando as próprias passagens pra viajar com os amigos! A infância é um tempo muito curto, comparado com o resto da vida. Com 13 anos já são adolescentes, com 18 já são adultos!

A matemática da Bíblia, aquele livro antigo e ainda tão atual, nunca nos falhou. O segredo é, como Paulo,  saber viver com o que se tem, sem querer ostentar ou desejar sempre ter o “maior e melhor”.

Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.

Tudo posso naquele que me fortalece.

Filipenses 4:12,13

Você também consegue isso?

Hoje, finalmente, estamos fazendo nosso dia do pijama.
Depois de ter saído bastante e corrido pelas últimas duas ou três semanas, estamos em casa literalmente de pijama. Se fosse pela Evelyn, todo sábado seria dia do pijama, mas até os nossos fins de semana têm sido super corridos. Sempre é uma guerra conseguir fazê-la se vestir quando temos que sair num sábado porque na cabeça dela é o dia de ficar em casa e descansar (ou brincar). Ela leva a sério o “guardar o sábado”. E acho que eu deveria fazer isso também, até porque a Bíblia comanda que a gente descanse.
Mas é claro que, pra mim, ficar de pijama não significa que eu vou descansar. Significa que eu varri o chão de pijama, servi o café da manhã de pijama, o mesmo com o almoço, e agora vou assistir um treinamento online sem trocar de roupa, e todas as outras tarefas que eu tenho que fazer no dia serão feitas sem roupa de sair.
Não tem muito descanso nessa…
E isso me fez pensar numa conversa que aconteceu ontem. O Esdras estava conversando com um amigo nosso na igreja:

“Ah, então você foi nadar no mar da Noruega” nosso amigo disse.
“É, mano. E a água lá era mais quente do que aqui na Irlanda” o Esdras respondeu.
“É? Legal!”
“Foi muito bom.”
“Então foram todos vocês?” ele disse, virando pra mim também.
“Não, eu fui pela empresa. Fui trabalhar.” disse o Esdras.
“Trabalho, tá bom” ele riu.
“Foi sim! Mas, você sabe, cinco da tarde o escritório fecha, então o trabalho acabou e eu vou aproveitar o tempo sozinho.”
“Ah, claro.” e virando novamente pra mim “Você também consegue isso?” ele riu. Nós todos rimos. “Tipo, dizer pras crianças ‘ei, são cinco da tarde, então a mamãe agora vai tirar um tempinho pra ela’.” Nós rimos de novo.

Você riu também? É provavelmente porque você sabe o quanto isso é impossível pra quem tem uma criança de quase 6 anos, uma de 4, e uma de quase 2. Ou mesmo pra quem tem um filho só.

Antes que eu comece a receber uma inundação de comentários de como é injusto, que meu marido DEVERIA ajudar porque as crianças são deles também, eu vou deixar algo bem claro. Mesmo antes de ter filhos eu DECIDI ficar em casa com as crianças pelos primeiros anos deles. E, sinceramente, não é nem economicamente viável voltar a trabalhar antes de eles fazerem 3 anos na Irlanda (a não ser que o emprego seja MUITO bom!) porque não existe essa de creche pública, e as creches são caras. Eu trabalharia praticamente pra pagar a creche (especialmente com 3). Sem contar que o Esdras, quando está em casa não é do tipo de marido que “ajuda em casa e com as crianças”, ele FAZ as coisas: cozinha, arruma, dá banho nas meninas e coloca pra dormir. Ele é muito presente como pai e marido. Isso não é, de forma alguma, uma reclamação contra ele.

Nós rimos porque essa é a realidade de qualquer mãe com filhos pequenos (especialmente sem nenhum parente por perto, quer ela trabalhe fora ou não). Essa coisa de “fechar o trabalho no escritório” não acontece.
Deus comandou ao seu povo, Israel, que eles tivessem um dia de descanso. Eles deveriam trabalhar por seis dias, e descansar no sétimo. As mulheres nem cozinhavam nesse dia, elas tinham que cozinhar em dobro no dia anterior. E por um tempo foi isso que eu fiz também; um ou dois dias na semana eu não precisava cozinhar (mas tinha que esquentar a comida do dia anterior). Mas mesmo assim, essa era a única tarefa que eu podia tirar da minha lista. Ser mãe envolve tantas outras coisas que eu não vejo como as mulheres conseguiriam obedecer isso à risca. Até porque, poder não fazer nada em um dia, exige uma certa preparação e provavelmente um grau de organização que eu não terei nunca na minha vida toda…

Então, você vê, até pra uma mãe tentar ter um “dia de descanso” (sem lavar roupa, cozinhar, levar na escola e outras aulas, sem limpar nariz e bumbum de ninguém) ela tem que trabalhar antes, planejar e preparar. E mesmo assim ela não pode “trancar o trabalho no escritório” porque o trabalho a segue até no banheiro!

Eu aproveitei bastante uma viagem que eu fiz sozinha em junho, mas não dá pra fazer uma dessas toda semana. Eu ainda estou pesquisando formas de conseguir ter um dia realmente de descanso toda semana. Eu preciso.
Acho que todo ser humano precisa. Deus sabia que nós precisaríamos descansar, eu tenho certeza que Ele vai me mostrar uma forma de obedecer ao mandamento também.

Sherlock, PJ Masks e o dom de ser comum

Este texto estará disponível em português em breve.

——————

Two weeks ago, I went to visit the Doctor Who Experience, and that will be matter for another whole post. I’ve watched all the episodes til Series 9 and I am eagerly awaiting for Series 10.
As roupas do Doutor

Taking the advice of some friends, I decided to start watching Sherlock while I wait. I thought about starting before, but it was going to be too much for my brain to deal with all the Timey Whimey stuff plus all the mysteries. I watched one of the Sherlock Holmes movies with Robert Downey Jr, and I always loved detective stories but can’t remember how much I’ve read about Sherlock Holmes before. My friends advised me that this Sherlock was completely different from any Holmes’ stuff I’ve ever experienced.

And it is.

This new series brings about how much of a genius Sherlock Holmes is, and how much of a jerk he can be for not caring about people’s feelings.

Meanwhile, my girls discovered a series called PJ Masks. For those who don’t have children, it’s about three kids who become super heroes that work into the night to save your day. Because as they sing, “bedtime is the right time to fight crime.” I have the habit of watching what my children watch so I know what is getting into their heads, and one of the villains got my attention.

He uses his own name, he goes around trying to dominate the world with his inventions. He says can do it because he is a genius.

You don’t need to watch PJ Masks or Sherlock to know that being super clever can be used either for good or for evil. But I didn’t know how my children would react to that idea. The first thing that happened is that in their role play, one of my girls decided to be the villain (she was mad about being Owlette before, nobody else could be her!) and I could hear repeatedly “because I… am a genius!” followed by an evil laugh during their play time. So being genius is attractive, she not only ditched the hero role, but was enjoying the idea of being better than others. But she got the other side of the genius that I didn’t want to see in my house: she started to despise her sisters (not only in the role play)

I let them roll with it for a few days, encouraged them to watch other things, not only PJ Masks. They did. We talked about villains, how selfish they were, they wanted to ruin everyone else’s game, party, world, whatever, for fun, or because they couldn’t have it for themselves. Or they just want to have it all for themselves, all the power, control over everything, just to show how clever they were.

They kept watching it, and playing, and swooping around the house with their pretend Owlette wings, but the “I… am a genius”.

One night, as I was putting them in bed, reading them a bedtime story, one of them said:

“Mommy, you read so well! Mommy is a genius!” to which the other agreed, because none of them can read yet. But I disagreed.

“Mommy is no genius, darling.” I said looking her into the eyes.

“So, you’re like…”

“Ordinary” the other finished.

“Yes, mommy is just ordinary. And you know what, there’s nothing wrong with being ordinary.”

“Yeah! Being ordinary is good too!”

And they slept on it.

And they woke up super heroes again the next day. I don’t think I heard the genius talk again. Not that I don’t think they’re clever or smart, but I’m happy that they’re not gonna grow up thinking that only super clever people are special, or maybe thinking that genius is only a quality that villains have, even though the heroes always outwit and defeat the villains (so they’re even more clever, in their teamwork.)

There’s something really special about being ordinary. But we only realize how

Doctor Watson knows all about it.

Mariana encontra o Doutor

— Você salvou a minha vida, mas eu nem sei que você é!

— Eu sou o Doutor — disse ele, com o seu cabelo escuro, terno marrom listrado, encostado com um ombro na porta daquela estranha caixa azul que eu nunca tinha visto na minha vizinhança.

— Doutor quem?

— Só Doutor.

— OK, Doutor, você veio, me salvou, salvou a Terra daqueles monstros terríveis. Qual é o próximo passo? Você vai pra casa?

— Não. Digamos que eu não posso ir pra casa porque o meu planeta já era.  A minha casa agora é aqui dentro.

— Meu planeta? Então você não é humano?

— Eu sou um Senhor do Tempo, o último deles.

— Você tem cara de humano e age como humano também, na maior parte do tempo. — ele olha pra mim e levanta uma sobrancelha —  Como assim a sua casa agora é aí dentro? Como você pode morar numa cabine de polícia? Ela nem estava aqui hoje de manhã!

— Entre e veja — ele coloca a chave na fechadura.

— Você não está esperando que eu entre, só eu e você nesse espacinh… — ele abre a porta — Oh! Como? — eu disse, colocando a cabeça pra dentro e pra fora da cabine.

Lá, dentro do que parecia uma cabine de polícia velha, tinha algo como um  centro de controle, com um tubo enorme no meio e um painel com um monte de botões, alavancas e uma ou duas telas. Era ENORME!

— Fala aí. Eu amo essa parte.

— O… o interior é maior do que o exterior!

— Se chama TARDIS, como Tempo e Dimensão Relativa no Espaço.

— Você disse que não é humano, então essa deve ser a sua nave — disse eu, andando lentamente em direção ao painel, passando os meus dedos pelos corrimãos da entrada e olhando tudo em volta.

— Bem, não é só uma nave espacial, é uma máquina do tempo.

— Viajar no tempo e no espaço… deve ser fantástico!

— Quer tentar? Qualquer tempo e qualquer lugar que você escolher — ele apertou alguns botões e puxou uma tela pra perto dele.

— Não posso — eu disse, olhando pra fora da porta.

— Tem certeza? O que pode ser melhor do que viajar pelo tempo e espaço nesse exato momento?

— Você tá vendo aquela luz ali? —  apontando para a janela de uma casa, bem na frente da porta TARDIS.

— É a sua casa?

— Não só é a minha casa, mas aquela luz acesa significa que a minha bebê ainda está acordada. Desculpa, eu preciso ir.

Ele corre e para na porta, meio que bloqueando o meu caminho.

— Terra em 2050? Marte? Oh, Saturno! Você disse que queria ver os anéis de Saturno — ele disse, com um sorriso enigmático.

— Acho que você não tá acostumado a ouvir um não, né Doutor? Você tá ouvindo a minha bebê chorar?

— Sim, e daí?

— É, você provavelmente não tem filhos… — eu disse, tentando passar por ele.

— Eu fui pai uma vez… não, duas.

— Quer dizer que você tem dois filhos?

— Na verdade não, a segunda vez foi meio… complicada. Deixa pra lá, não se preocupa com a sua bebê, ela tá dizendo que não tá cansada, e que quer ver a Peppa Pig. Quem é Peppa Pig?

— Como você pode saber o que ela tá dizendo? — eu disse com uma cara bem incrédula.

— Eu falo a língua dos bebês — ele disse com um sorriso sapeca — É um dom da TARDIS, ela traduz qualquer língua.

— Será que funciona pra mim também? Seria bem conveniente se eu entendesse tudo o que a minha menininha de um ano fala.

— Não vai funcionar se você for embora. Olha, você foi demais hoje,  seria bom poder ter a sua ajuda aqui de novo —disse ele, apertando mais alguns botões e mexendo em uma alavanca.

— Eu tenho quatro pessoas esperando a minha ajuda no meu próprio “painel de controle” amanhã de manhã.

— Você disse amanhã de manhã, então a gente pode ir agora, só uma viagem, você escolhe quando e onde, e eu te trago de volta pra esse exato momento no dia de hoje. Ninguém vai nem perceber que você saiu.

— Mas como é que eu vou aproveitar a vista dos planetas e estrelas estando tão cansada? Principalmente depois dessa aventura de hoje. Eu não durmo direito faz meses, mais de um ano talvez.

— Se você passar uma semana dentro da TARDIS e voltar para esse exato momento, você pode voltar pra casa descansada para as suas pessoinhas. Tempo não é uma coisa linear.

— Agora você falou a minha língua! Então eu durmo primeiro, depois decido pra onde vamos?

— Allons-y! — disse ele, fechando a porta da TARDIS e apontando para o console.

Eu ainda não entendo como é que todo aquele espaço cabe naquela cabine azul. Mas o Doutor me deu um quarto lá dentro e eu dormi melhor do que eu tinha dormido nos últimos anos. Eu ouvi uns barulhos, conversas e, talvez seja loucura, algumas explosões?! Acho que ele se meteu em mais encrenca e não quis me incomodar. Depois ele me levou para ver os anéis de Saturno. Até vimos um daqueles Droids da NASA por lá. Depois assistimos uma supernova, e conversamos com os Ood, criaturas bem estranhas mas muito amigáveis. Aí ele me deixou de volta, naquele exato momento em que a minha pequena repetia que queria ver a Peppa Pig, às 10 da noite.

 

Escrevendo sobre escrever

Estou pensando em começar a escrever um livro. Só não sei quem seria louco de ler, mas se pensar que alguns artistas (ou mesmo cientistas) não foram reconhecidos enquanto vivos, eu tenho alguma chance de suceder como escritora. Não que o meu objetivo seja ser famosa. Até porque a minha ideia de sucesso é ouvir Deus falar “Muito bem, serva boa e fiel”. Ah, e eu não quero escrever livros de teoria, ou de teologia, eu quero escrever estórias que mexam com a imaginação das pessoas. Vamos ver como vai ser.

Também não tenho lido muito recentemente. Eu tenho muitos livros na fila, mas eu acabo começando a ler dois ou três ao mesmo tempo, o que acaba sendo um erro já que o meu cérebro não absorve o que cada um diz separadamente, quem dirá misturados. Então eu acabo desistindo de ler porque quando chego ao terceiro ou quarto capítulo, eu já esqueci o que aconteceu no primeiro. Mas eu sou tonta e continuo fazendo isso. Por essa razão minha conta do Kindle tem muitos livros há meses ou anos!

Mas a forma como eu tenho lido é diferente agora. A minha mente está focada no processo criativo. Enquanto eu penso em escrever meu próprio livro (ou contos, ou o que quer que essas ideias na minha cabeça virem no fim das contas), eu leio já pensando “como será que esses escritores decidiram usar essas palavras em específico?”, ou esses personagens, ou essa terra, ou esse enredo. E eu tenho feito a mesma coisa com filmes e seriados que eu assisto (em especial, Doctor Who e Sherlock, que são meu vício do momento).

Então, pensando sobre os meus próprios posts nesse blog, que não são necessariamente criativos, eu posso imaginar como também funciona com os livros. O primeiro livro que é escrito como “tempestade de ideias” (odeio essa tradução pra brainstorming, mas não tenho outra melhor), como palavras vomitadas na página. Um vômito mais limpinho, não o tipo que minha filha tem produzido nos últimos dias. Escrevemos muitas ideias misturadas no computador (ou um bloco de anotações, se você gosta de coisas escritas à mão, como eu), para tirá-las da sua cabeça e prevenir o esquecimento. Parece bem romântico, mas às vezes essas ideias moas vêm quando você está muito cansado, precisando dormir, aí você encosta a cabeça no travesseiro e não consegue pegar no sono por causa desses monstrinhos que não te deixam. E se você pensa (como eu fiz) “Ah, eu posso escrever amanhã de manhã quando estiver descansada”, esqueça! Geralmente não funciona. Você vai perder horas de sono pensando nelas e quando acordar a mente estará vazia. Escreva! E é exatamente isso que eu estou fazendo agora (post original em inglês foi postado à 00:29).

Aí o segundo livro é quando você senta com tempo, relê o que está escrito e pensa “o que é que eu tinha na cabeça?” Bom, aquelas palavras vomitadas eram exatamente o que eu tinha na cabeça naquele momento, dã! Pode levar mais do que uma lida para tirar algo realmente satisfatório daquele vômito.  Mas é aí que eu posso organizar, mudar parágrafos de lugar para esclarecer algumas ideias, ou para dar mais suspense à estória, ou até mesmo apagar frases completas que não se encaixam no resto do texto. Então é uma limpada bem por cima, ainda não está perfeito.

O terceiro livro é o que eu acredito que será publicado. Depois da primeira desentulhada, eu dou uma varrida boa, verifico a gramática e a ortografia novamente, aí eu preciso convencer alguém a editar e publicar pra mim. Não me leve a mal. Eu sei que o processo é muito mais complexo do que escrever/reescrever/revisar. Eu sei que o livro pode ir e voltar entre escritor e editor muitas vezes antes desse terceiro livro ser publicado, mas a ideia é que aquele primeiro livro que foi virado na página está totalmente diferente agora.

Na verdade, isso acontece (ou deveria) em todos os processos de escrita. Foi verdade para as minhas resenhas da faculdade, é o mesmo pros meus posts do blog, com a diferença é que nos meus textos, até agora, eu tenho sido escritora e editora, então eu só tenho que convencer a mim mesma que o texto é bom o suficiente para entregar para o professor (e em alguns casos, não eram) ou simplesmente apertar o botão “Publicar” aqui no WordPress.

Tenho certeza que não será tão simples quando outra pessoa editar o meu livro. :)

Não vamos desistir

Já se passaram 2 semanas, e estamos com o mesmo versículo no quadro:

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu” Eclesiastes 3:1

Muitas coisas aconteceram desde o último post. Duas das meninas tiveram febre e precisaram de antibióticos, e eu sozinha porque o Esdras estava viajando. Eu vou deixar ele contar pra onde foi e como foi a viagem. :)

E a vida real é assim. A nossa vida nunca foi um conto de fadas. As crianças ficam doentes, a gente atrasa o serviço de casa, a pilha de roupas pra guardar só cresce, os pratos e panelas não se lavam sozinhos, isso sem falar na sala que (parece que) não arrumamos há anos. Às vezes as coisas ficam difíceis, mas nós nunca estamos sozinhos. É nessa hora que a gente mais se apega às promessas de Deus, e Ele diz que ele nunca nos abandonará.

Parece que não vamos memorizar 52 versículos da Bíblia no fim as contas. Mas tudo bem, o número não é o alvo, o objetivo maior é como diz em Salmos 119:11: guardar (esconder) a Palavra no nosso coração. Então nós não desistimos do alvo ainda!

Parabéns pra mim

Olá! Para quem está seguindo o nosso processo de memorizar versículos, aqui está o desta semana:

Ao Rei eterno, ao Deus único, imortal e invisível, sejam honra e glória para todo o sempre. Amém.
1 Timóteo 1:17

Ontem foi o meu aniversário!

Foi-se o tempo em que o dia do aniversário era o dia perfeito. Se uma ou duas coisas dão certo a gente já fica feliz, mesmo que o resto do dia saia do compasso. Ontem, as minhas filhas e o meu marido me trouxeram café da manhã na cama, mas o carro não funcionou para levar as crianças para a escola. Uma vizinha levou uma das meninas na escola, eu carreguei a outra nas costas metade do caminho até a pré-escola e machuquei as costas nessa brincadeira… Mas estou feliz! Completei 31 anos, graças a Deus. Muita gente não gosta de revelar a idade, eu não ligo. Aliás, hoje é importante eu “revelar” essa informação porque eu ganhei um presente que eu queria há muitos anos.

Desde que eu era criança, eu amava ver pessoas tocando violino. Eu sempre achei que o som do violino era o mais bonito de todos os instrumentos. E quando eu falei pra minha mãe isso ela achou muito bom eu ter interesse em música, mas não teríamos dinheiro pra comprar nem o instrumento, nem pagar pelas aulas. Nós tínhamos um piano em casa, mas eu nunca me interessei muito em aprender, se eu fosse aprender algo teria que ser o violino (coisa de criança sabe?). Bom, nunca aprendi, nem o piano, nem o violino.

Acontece que a minha filha Evelyn, que tem 5 anos e meio agora, também tinha paixão pelo violino. Uma vez estávamos passeando em Galway e na Shops Street sempre tem muitos artistas de rua tocando música e fazendo outras apresentações. Havia um quarteto de cordas, 3 meninas tocando violino e 1 tocando celo. Com todo o barulho da rua, elas nem conseguiam tocar em sincronia, mas a Evelyn ficou vidrada. Ela parou todos nós ali em frente àquelas meninas pra ouvir e nem piscava enquanto a música estava tocando.

Resumo da ópera, corremos atrás de aulas pra ela. A escola que usa o método Suzuki está lotada, e não tem professores aqui na nossa cidade. Mas existe um grupo chamado Comhaltas, que não é só de música: eles têm grupos de literatura, grupos para praticar a língua irlandesa e outras coisas que ajudem a passar adiante a cultura tradicional irlandesa. Adivinhem? Violino é usado na música tradicional irlandesa! E tem uma professora em uma vila a 5 minutos da nossa casa.

Ela ficou animada, depois desanimou na primeira aula porque não tinha violino pra ela (é aula em grupo). Na segunda aula, a professora conseguiu realocar os violinos que ela tinha e a Evelyn ficou com um emprestado. “Mãe! Eu vou levar o violino pra casa!” ela gritava quando eu fui buscá-la na aula. E ela me lembrava de pegar o violino pra praticar todos os dias, como deve ser.

Ver a minha filha com o violino na mão, mesmo fazendo sons desafinados (como todo iniciante faz) e brigando pra pegar o arco do jeito certo, acendeu aquele sonho de criança de novo. Tentei deixar a dica pra ver se eu ganhava de Natal mas não aconteceu. Então eu pedi um de aniversário! Deus é bom!

Vinte e tantos anos sonhando em ter um violino e aprender a tocar, e hoje estou aprendendo junto com a minha princesa. Mais uma oração respondida. Não tenha pressa, Deus está ouvindo, e Ele responde no tempo certo.

A graça e a Paz do Senhor Jesus. Bom fim de semana!

10 anos atrás…

Pra quem está acompanhando os meus alvos, o versículo desta semana é:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Único Filho, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16

Se você encontrar comigo online ou pessoalmente, fique à vontade para perguntar como está andando esse processo de memorizar os versículos. Até agora foram Salmos 119:11 e Lucas 10:27. A prestação de contas nos ajuda a crescer, então não se acanhe, pode perguntar.

Mas hoje eu estou escrevendo por um motivo muito especial. Exatamente 10 anos e 1 semana atrás, eu, que não era uma Alves Passos, tornei-me uma Alves Passos.

Semana passada eu e o Esdras comemoramos o nosso 10º aniversário de casamento! Quem diria? Alguns quilos a mais (muitos no meu caso!), um pouco de cabelo a menos, mas estamos aqui, prontos pra mais 10. Muitas águas rolaram, muitas pessoas passaram pela nossa vida, mas algumas coisas não mudam. A nossa casa continua cheia de gente. Alguns vêm só pra comer, outros pra conversar, ainda outros pra estudar a Bíblia, mas todos se divertem com o violão e as cantorias ao redor da mesa, e ninguém nega um bom churrasco!

Nesses 10 anos nós viajamos muito; conhecemos lugares maravilhosos em diversos países diferentes; encontramos pessoas de muitas culturas diferentes, tivemos 3 filhas lindas; planejamos muito; trabalhamos muito; plantamos muitas sementes para o Reino; regamos muitas sementes plantadas por outros; oramos e choramos muito.

Não podia deixar de lembrar essa data aqui, afinal esse blog é sobre a nossa família, sobre a nossa vida, sobre as nossas correrias e aventuras (mesmo que às vezes sejam interessantes só pra nós).

14 de janeiro de 2006 foi o dia em que este ramo dos Alves Passos se formou, e continuamos caminhando juntos, eu, o Esdras e Jesus.

Alvos para 2016

Feliz ano novo!

Hoje, quarta-feira, as minhas meninas voltaram às aulas. “Mas já?” Você pergunta. Sim, aqui não é verão como no Brasil, pelo contrário, o frio tá chegando com tudo depois das muitas tempestades tropicais de dezembro! Só temos 2 semanas de férias, então hoje foi o dia da volta às aulas.

Quando eu estava no Brasil eu costumava escrever meus alvos para o ano, pensar na minha vida profissional, pessoal, ministerial. Pensar, orar antes de escrever, e orar por eles depois de escritos. Acho que 2010 foi o último ano que escrevi, lembrei de orar e vi realizados os meus alvos. Este ano resolvi escrever de novo, e vou colocá-los aqui para ter que prestar contas do meu “progresso”.

Tenho lido muitos artigos, cristãos e seculares, sobre estabelecer alvos e se esforçar. Mas a maioria deles fala em estabelecer alvos grandes, e tudo bem se não conseguir. Eu tenho muita dificuldade em seguir os meus próprios planos, então mantive as coisas bem simples. :) Ah, deixo bem claro talvez eu aumente a lista dos alvos à medida que o mês de janeiro passe. Dezembro foi um mês bem corrido. Eu e as crianças praticamente não paramos em casa, então agora voltando à “vida normal” (se é que isso existe) eu consiga colocar a cabeça no lugar e planejar mais coisas.

Bem, vamos a eles.

  • Dar entrada na minha cidadania irlandesa;
  • Traduzir os posts do blog que eu prometi em 2015;
  • Organizar a casa e me livrar das coisas acumuladas (em inglês isso se chama declutter);
  • “Ser pronta para ouvir, tardia para falar e tardia para irar-me, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.” Tiago 1:19,20;
  • Memorizar 52 versículos da Bíblia com as crianças (1 por semana, eu e elas).

Acho que esses já são suficientes pra me manter ocupada o ano inteiro. :) O versículo desta semana é :

“Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.”

Salmos 119:11

Estamos memorizando em inglês, porque é a língua que usamos no dia-a-dia, na igreja, as meninas usam na escola e com os amigos. E olha, é surpreendente ver como elas aprendem rápido. Nós falamos juntas quando acordamos, na hora do almoço e antes de dormir, eu leio e elas falam comigo. Começamos na segunda, hoje é quarta e a Evelyn já sabe de cor, só se embaralha na hora de dizer 119!

E você? Tem alvos? Escreveu algum? Precisa de alguém pra te ajudar a prestar contas do seu “progresso”? Estava lendo uma pesquisa que mostra que pra ler a Bíblia toda em um ano, basta ler 10 minutos por dia! Aceita o desafio?

Semana que vem posto o próximo versículo, e talvez uma foto de alguma parte que eu arrumei da casa.

Que Deus te dê sabedoria e entendimento para viver mais uma semana, pra honra e glória dEle!

Mariana e o Despertar da Força

Eu acredito na Bíblia como a fonte primária de ensino sobre Deus e sobre tudo o que Ele criou. Mas assim como Jesus ensinava os seus discípulos utilizando coisas que estavam ali diante dos seus olhos, eu creio que Ele continua fazendo isso. Afinal, o Jesus que andou sobre esta terra, ensinando Pedro, Tiago, João e os outros discípulos, é o mesmo que ainda vive, e nos ensina coisas através do Espírito Santo.

Quinta-feira passada eu e o Esdras assistimos StarWars – O Despertar da Força. (Não, não tem spoilers aqui!)

Antes de começar, quero deixar 2 coisas claras: eu não sou fanática por StarWars, não li tudo sobre o George Lucas e a sua obra, nem assisti tudo o que ele fez; o que eu estou escrevendo não é a “verdade absoluta”, são as minhas impressões, e o que eu tenho refletido a respeito (você pode descordar, claro!)

Pra quem gosta de ação, aventura, efeitos especiais, O Despertar da Força é um prato cheio. Mesmo se você não assistiu os filmes anteriores, este filme é MUITO BOM! Mas pelas referências ao que aconteceu (ou não) com Luke Skywalker, Han Solo, Leia Organa etc, você pode cair na tentação (como eu) de querer saber mais e mais sobre isso. Nada de errado nisso. Conheço muitos fãs de autores, diretores ou mesmo só das séries que sabem tudo e não perdem o foco.

Eu perco o foco facilmente, tenho a tendência a cair na idolatria. E nos últimos dias eu tenho gastado muito do meu tempo vendo coisas sobre StarWars, entrevistas, os filmes antigos, lendo coisas sobre os atores etc. Eu não lembrava da história toda dos filmes antigos (eu nasci depois de 1977, ano em que o primeiro StarWars foi lançado), então assisti para ver o que eu perdi da história do Skywalker. E vou te contar, estou planejando assistir os outros 3 mais recentes pra lembrar (porque eu já assisti, mas a minha memória não é mais a mesma depois de ter filhos).

Mas antes de perder o foco, e pensar em “buscar nos meus sentimentos”, eu orei e pedi que Deus me ensinasse algo com isso. Como Ele usava peixes, redes e sementes para ensinar os seus discípulos e as multidões que o seguiam sobre o Reino de Deus, pedi que Ele usasse o Império, os Jedis, a Força e até a Primeira Ordem para me ensinar sobre o Reino de Deus.

Olha, você provavelmente não vai me ouvir dizer “Deus falou isso”, porque eu levo muito a sério usar o nome dEle, e é muita responsabilidade falar que Ele disse alguma coisa. Enquanto Luke (nos filmes antigos), Rey, Fin e Kylo Ren (em O Despertar da Força) aprendem sobre a Força e como usá-la, eu aprendo mais sobre buscar o meu Deus e estar em sintonia com o Espírito Santo. Então o que eu escrevo aqui não é a verdade absoluta, mas a minha impressão do que tenho aprendido. Se você não é cristão, talvez isso não vai fazer diferença na sua vida, mas se você é, talvez a minha experiência pode servir de aprendizado pra você também. Quando estamos firmados na Verdade da Palavra de Deus, não precisamos ter medo da Força :)

Todo mundo tem um senso de propósito tão forte nessa saga (até os droids)! Acho que é isso o que tem me prendido tanto (e as relações familiares também). Até alguns que parecem ter perdido o objetivo de viver, encontram o seu lugar. E eu por um tempo fiquei meio sem entender qual era o propósito de estar aqui. Skywalker e companhia viajando mundos e salvando o universo, e eu aqui dobrando roupa das crianças e salvando o jantar. Mas o que eu faço aqui em casa, cuidando da minha família tem tanto impacto eterno quanto destruir a “Estrela da morte”.

Luke Skywalker não tinha muita paciência quando foi encontrar o mestre Yoda e receber o treinamento para se tornar Jedi. E ele colocava as suas decisões e sentimentos acima de outras coisas. Não sei se ele aprendeu, nessa nova trilogia, mas eu ainda estou repetindo essa lição, todos os dias…

Obi Wan Kenobi se sentiu um fracasso por não ter conseguido treinar Anakin a ponto de ele não ceder ao lado negro, mas ele foi personagem chave para despertar a força em Luke e treiná-lo. Acho que eu tenho que guardar isso no meu coração, caso as minhas filhas cresçam e decidam não servir a Deus…

Existe uma diferença exorbitante entre o domínio próprio de Darth Vader e de Kylo Ren. Quando o seu plano falha, Vader simplesmente vira as costas e se retira. Acho que eu ainda estou mais pra Kylo Ren nesse sentido…

Interessante como os Jedis fecham os olhos e concentram na Força no meio das situações mais perigosas/cruciais! Isso me fez lembrar de Neemias, orando enquanto ia falar com o rei da Pérsia. Preciso usar mais desse recurso de parar no meio do caos e concentrar em Deus pra tomar a decisão certa, ou falar a coisa certa (no tom certo).

Deus não é a Força. Deus não tem um lado escuro e um lado da luz. Deus é Luz. A Bíblia diz que Jesus é a luz do mundo, e Ele é o único caminho para Deus. O caminho da escuridão é um caminho SEM Deus. Aquilo que foi criado não será mais poderoso do que o Criador!

O poder corrompe. Isso não é novidade. Anakin Skywalker tinha todo o potencial para ser um Jedi e foi corrompido pelo lado negro da Força. Nas igrejas, hoje em dia, muitas pessoas chegam pensando em servir Jesus mas são corrompidas pelo poder de influência sobre outros, pelo cargo que ocupam, ou até mesmo pelo dinheiro. É por isso que sempre devemos ter a Palavra como espelho de nós mesmos, será que o que eu estou vivendo está de acordo com o que está escrito? Ou será que eu estou buscando aventura e poder como o Anakin?

E tem uma frase que não me sai da cabeça: é o Luke dizendo “ainda existe o bem em você”, falando para o Vader. O próprio Vader falou pra ele que era “muito tarde” para sair do lado negro da força. Mas o Luke acreditou (e tentou) até o final, provando que era possível até pro Darth Vader voltar para o lado da Luz. Conheço muitas pessoas que acham que é tarde demais pra voltar pra Deus, mas enquanto se está vivo ainda há tempo, e Deus sempre dá oportunidade!

Tem muito mais coisas passando pela minha cabeça, mas não posso comentar ainda porque não quero entrar no campo dos spoilers do filme novo. Talvez eu volte a falar disso daqui a alguns meses, depois que todo mundo conseguir assistir #ODespertarDaForça :)

Feliz Natal! O motivo de comemorarmos é que o nosso Deus, o Deus da Bíblia, amou tanto todo o mundo que Ele mandou o seu filho Jesus nascer como homem, viver sem pecado e morrer pelos nossos na cruz. Essa é a Salvação, o melhor presente que Deus poderia nos dar.